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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Narração

Olá! Minha querida turma de 8ª série, elaborei o texto a seguir sobre algumas informações a respeito de Textos narrativos, a fim de contribui com o trabalho de pesquisa de vocês realizado em grupo. Tenham um bom estudo!!!

NARRAÇÃO
Narrar é contar fatos. A narrativa consiste na elaboração de um texto inserindo episódios, acontecimentos. O fato é o ponto central da ação, sendo o verbo o elemento principal. É importante só uma ação centralizadora para envolver as personagens. Deve haver um centro de conflito, um núcleo do enredo.
A relação verbal emissor – receptor efetiva-se por intermédio do que chamamos discurso. A narrativa se vale de tal recurso, efetivando o ponto de vista ou foco narrativo.
Fazemos um texto narrativo com base em alguns elementos:
O quê? - Fato narrado;
Quem? – personagem principal e o anti-herói;
Como? – o modo que os fatos aconteceram;
Quando? – o tempo dos acontecimentos;
Onde? – local onde se desenrolou o acontecimento;
Por quê? – a razão, motivo do fato;
Por isso: - a consequência dos fatos.

TIPOS DE NARRADOR:
Quando o narrador participa dos acontecimentos diz-se que é narrador-personagem. Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa.
Narrador-observador é aquele que serve de intermediário entre o fato e o leitor. É o foco narrativo de 3ª pessoa.

FORMAS DE DISCURSO:
* DISCURSO DIRETO
É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa.
Podemos enumerar algumas características do discurso direto:
- Emprego de verbos do tipo: afirmar, negar, perguntar, responder, entre outros;
- Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos, travessão e vírgula.

* DISCURSO INDIRETO
É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras, aquilo que escutou ou leu de outra pessoa.
No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que, se, como, etc.

* DISCURSO INDIRETO LIVRE
É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas.

Estrutura do texto narrativo: apresentação, complicação ou desenvolvimento, clímax e desfecho.

ELEMENTOS QUE COMPÕEM OS TEXTOS NARRATIVOS
*Foco narrativo;
*Personagens – protagonista, antagonista, coadjuvante;
*Narrador – narrador personagem e narrador observador;
*Tempo – cronológico ou psicológico;
*Espaço.

A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens:
Protagonista – personagem principal.
Antagonista – personagem que atua contra o protagonista.
Coadjuvantes – personagens secundários.

Alguns textos narrativos
Entre os textos narrativos mais conhecidos estão, o Romance, a Novela, o conto, a fábula, Crônica, a História em quadrinhos, o Apólogo, a Lenda, entre outros. Vejamos os conceitos de cada um e as diferenças básicas entre eles.

Romance: em geral é um tipo de texto que possui um núcleo principal, mas não possui apenas um núcleo. Outras tramas vão se desenrolando ao longo do tempo em que a trama principal acontece. O Romance se subdivide em diversos outros tipos: Romance policial, Romance romântico, etc. É um texto longo, tanto na quantidade de acontecimentos narrados quanto no tempo em que se desenrola o enredo com personagens bem definidos de caráter verossímil.

Novela: muitas vezes confundida em suas características com o Romance e com o Conto, é um tipo de narrativa menos longa que o Romance, possui apenas um núcleo, ou em outras palavras, a narrativa acompanha a trajetória de apenas uma personagem. Em comparação ao Romance, se utiliza de menos recursos narrativos e em comparação ao Conto tem maior extensão e uma quantidade maior de personagens.

Conto: É uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. É o relato de uma situação que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum que ocorra com todo mundo. Pode ter um caráter real ou fantástico da mesma forma que o tempo pode ser cronológico ou psicológico.

Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. A crônica também se utiliza da ironia e às vezes até do sarcasmo. Não necessariamente precisa se passar em um intervalo de tempo, quando o tempo é utilizado, é um tempo curto, de minutos ou horas normalmente. Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. Pode ser narrada tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular.
A palavra crônica deriva do Latim chronica que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos.

Fábula: É semelhante a um conto em sua extensão e estrutura narrativa. O diferencial se dá, principalmente, no objetivo do texto, que é o de dar algum ensinamento, uma moral. Outra diferença é que as personagens são animais, mas com características de comportamento e socialização semelhantes às dos seres humanos. É de caráter fantástico que busca ser inverossímil.

Histórias em quadrinhos: Não são somente as que palavras transmitem ideias ou comunicam um pensamento, as imagens também falam. As histórias em quadrinhos utilizam duas formas de comunicação: uma visual e outra verbal. O desenho e o colorido conseguem traduzir, juntamente com a escrita, o que o autor da história em quadrinho quer transmitir. As histórias em quadrinhos são definidas e conhecidas como narrativas realizadas através da sequência de imagens, desenhos ou figuras impressas, com falas dos personagens inseridas em espaços delimitados chamados de "balões", geralmente são publicadas em gibis.

Alguns elementos fundamentais na Construção de Histórias em Quadrinhos: 1. Argumento: a ideia da trama de forma resumida com início, meio e fim.
2. Escaleta: é a organização de todas as cenas seguindo uma ordem, bem como uma descrição ligeira.
3. Roteiro: cenas com cenários, diálogos, personagens, enredo, dramas e a finalização.

Apólogo: é semelhante à fábula e à parábola, mas pode se utilizar das mais diversas e alegóricas personagens: animadas ou inanimadas, reais ou fantásticas, humanas ou não. Da mesma forma que as outras duas, ilustra uma lição de sabedoria. Ex: A agulha e a linha.

Lenda: é uma história fictícia a respeito de personagens ou lugares reais, sendo assim a realidade dos fatos e a fantasia estão diretamente ligadas. A lenda é sustentada por meio da oralidade, torna-se conhecida e só depois é registrada através da escrita. O autor, portanto é o tempo, o povo e a cultura.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Poemas

Eis alguns textos poéticos, que podem auxiliar o trabalho com poesias na Sala de Aula.
Canção do exílio
Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
*****************************
Tem tudo a ver
Elias José
A poesia
Tem tudo a ver
Com tua dor e alegrias,
Com as cores, as formas, os cheiros,
Os sabores e a música
Do mundo.

A poesia
Tem tudo a ver
Com o sorriso da criança,
O diálogo dos namorados,
As lágrimas diante da morte,
Os olhos pedindo pão.

A poesia
Tem tudo a ver
Com a plumagem,
O vôo e o canto dos pássaros,
A veloz acrobacia dos peixes,
As cores todas do arco-íris,
O ritmo dos rios e cachoeiras,
O brilho da lua, do sol e das estrelas,
A explosão em verde, em flores e frutos.

A poesia
- é só abrir os olhos e ver –
Tem tudo a ver
Com tudo.

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Pátria minha
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim, como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
“Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes.”
Vinicius de Moraes

*****************************
Convite
José Paulo Paes
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elasmais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher

Poema à Mulher

Deus em sua criação
Criou uma bela flor no jardim da vida
Que se chama MULHER,
Que pelo lado filial
Dá a vida pela prole,
Como esposa
Se entrega de corpo e alma
Pelo amor que é a lei
Maior que rege seu coração.
É companheira, amiga.
Que seria do homem
Sem esta mais bela criação divina,
Enfim não dá para imaginar
Só dá neste dia para homenagear.

Socorro Cunha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Tics e Educação

Quero compartilhar com vocês as contribuições que o professor Pedro Demo disponibilzou, em seu blog, o texto "TIC’s e Educação". O professor escreve sobre as contribuições que as TIC’s e recursos de autoria (como blogs e wikis) podem trazer para a educação. Ele dá algumas idéias das possibilidades que as Tecnologias da Informação e Comunicação poderiam oferecer aos educadores como:
Novos modos de alfabetizar;
Novas formas de autoria individual e coletiva;
Modos mais situados de aprender;
Perfil diferenciado do professor, entre outros.
Vale conferir, caros educadores.

Ouça!

EDUCAR É CONTRUIR PONTES

Valor da união

Podemos vencer juntos as ameaças e desafios que se levantam contra nós e que dificilmente venceríamos se lutássemos individualmente.