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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Análise Musical

Queixa
Caetano Veloso

Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza

Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa

Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água

Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa

Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria

Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Amiga, me diga...

Observe que na composição poética, o eu-lírico dirige-se à sua musa, como se ela fosse a dona de sua vontade. A linguagem é mais elaborada, e o eu-lírico expressa seu desejo inalcançável, além de prestar honra servil.
De acordo com seu entendimento, faça a interpretação textual da poética.
Realize a atividade em trio na sala de aula.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Exercicio sobre Figuras de linguagem



Olá galera da 8ª série! Eis um exercício para testar o conhecimento sobre as figuras de linguagem. Alguns lembretes para recordar:

metonímia: uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado (a parte pelo todo);

prosopopeia: atribuição de vida, ação, movimento e voz a coisas inanimadas
eufemismo: suavização de uma palavra ou expressão;

metáfora: emprega um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado;

catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo;

polissíndeto: repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período;

pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem;

hipérbole: trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática;

anáfora: repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases;

onomatopeia: atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.

I. Assinale a alternativa correta. Preencha o cartão-resposta:
01. “de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira...", a figura de linguagem presente é:
A) metáfora
B) hipérbole
C) pleonasmo
D) polissíndeto
E) antítese

02. No trecho: "O pavão é um arco-íris de plumas", enquanto procedimento estilístico temos uma:
A) metáfora
B) comparação
C) metonímia
D) hipérbole
E) anáfora

03. No trecho: "...“Plunct, plact, zum, você não vai a lugar nenhum.” (Raul Seixas) encontramos a seguinte figura de linguagem:
A) onomatopeia
B) hipérbole
C) perífrase
D) eufemismo
E) metonímia

04. No trecho: “Tudo cura o tempo, tudo gasta, tudo digere”. (Vieira) encontramos a figura de linguagem chamada:
A) silepse de pessoa
B) elipse
C) anacoluto
D) hipérbole
E) anáfora

05. Em qual das opções há erro de identificação das figuras?
A) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)
B) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopeia)
C) Sentei no braço da poltrona para descansar. (catacrese)
D) Li Cecília Meirelles. (metáfora)
E) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então." (Clarice Lispector) (onomatopeia)

06. Na expressão: “Todos estão morrendo de sede”, a figura de pensamento presente é:
A) metáfora
B) hipérbole
C) pleonasmo
D) anáfora
E) antítese

07. Na expressão: “Faz dois anos que ele entregou a alma a Deus.” a figura de linguagem presente é:
A) pleonasmo
B) comparação
C) eufemismo
D) hipérbole
E) anáfora

08. No trecho: “O vento beija meus cabelos. ” (Lulu Santos) tem-se a figura de linguagem:
A) prosopopeia
B) onomatopeia
C) metonímia
D) hipérbole
E) metáfora

09. “Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado” (Martinho da Vila) a figura de linguagem é:
A) polissíndeto
B) comparação
C) metáfora
D) hipérbole
E) pleonasmo

10. “Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida”, a figura de linguagem na frase é:
A) prosopopeia
B) ironia
C) catacrese
D) hipérbole
E) anáfora


Segue o gabarito da atividade: 1.D / 2.A / 3.A / 4.E / 5.D / 6.B / 7.C / 8.A / 9.E / 10.C Abraços!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Olimpíada de Língua Portuguesa


Olá! Chegou a hora de descobrirmos o poder que as palavras têm. É a Olimpíada de Língua Portuguesa. Nosso gênero na 5ª série é POEMAS e na 8ª série é CRÔNICAS. Visite o site: http://escrevendo.cenpec.org.br/ecf/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Narração

Olá! Minha querida turma de 8ª série, elaborei o texto a seguir sobre algumas informações a respeito de Textos narrativos, a fim de contribui com o trabalho de pesquisa de vocês realizado em grupo. Tenham um bom estudo!!!

NARRAÇÃO
Narrar é contar fatos. A narrativa consiste na elaboração de um texto inserindo episódios, acontecimentos. O fato é o ponto central da ação, sendo o verbo o elemento principal. É importante só uma ação centralizadora para envolver as personagens. Deve haver um centro de conflito, um núcleo do enredo.
A relação verbal emissor – receptor efetiva-se por intermédio do que chamamos discurso. A narrativa se vale de tal recurso, efetivando o ponto de vista ou foco narrativo.
Fazemos um texto narrativo com base em alguns elementos:
O quê? - Fato narrado;
Quem? – personagem principal e o anti-herói;
Como? – o modo que os fatos aconteceram;
Quando? – o tempo dos acontecimentos;
Onde? – local onde se desenrolou o acontecimento;
Por quê? – a razão, motivo do fato;
Por isso: - a consequência dos fatos.

TIPOS DE NARRADOR:
Quando o narrador participa dos acontecimentos diz-se que é narrador-personagem. Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa.
Narrador-observador é aquele que serve de intermediário entre o fato e o leitor. É o foco narrativo de 3ª pessoa.

FORMAS DE DISCURSO:
* DISCURSO DIRETO
É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa.
Podemos enumerar algumas características do discurso direto:
- Emprego de verbos do tipo: afirmar, negar, perguntar, responder, entre outros;
- Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos, travessão e vírgula.

* DISCURSO INDIRETO
É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras, aquilo que escutou ou leu de outra pessoa.
No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que, se, como, etc.

* DISCURSO INDIRETO LIVRE
É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas.

Estrutura do texto narrativo: apresentação, complicação ou desenvolvimento, clímax e desfecho.

ELEMENTOS QUE COMPÕEM OS TEXTOS NARRATIVOS
*Foco narrativo;
*Personagens – protagonista, antagonista, coadjuvante;
*Narrador – narrador personagem e narrador observador;
*Tempo – cronológico ou psicológico;
*Espaço.

A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens:
Protagonista – personagem principal.
Antagonista – personagem que atua contra o protagonista.
Coadjuvantes – personagens secundários.

Alguns textos narrativos
Entre os textos narrativos mais conhecidos estão, o Romance, a Novela, o conto, a fábula, Crônica, a História em quadrinhos, o Apólogo, a Lenda, entre outros. Vejamos os conceitos de cada um e as diferenças básicas entre eles.

Romance: em geral é um tipo de texto que possui um núcleo principal, mas não possui apenas um núcleo. Outras tramas vão se desenrolando ao longo do tempo em que a trama principal acontece. O Romance se subdivide em diversos outros tipos: Romance policial, Romance romântico, etc. É um texto longo, tanto na quantidade de acontecimentos narrados quanto no tempo em que se desenrola o enredo com personagens bem definidos de caráter verossímil.

Novela: muitas vezes confundida em suas características com o Romance e com o Conto, é um tipo de narrativa menos longa que o Romance, possui apenas um núcleo, ou em outras palavras, a narrativa acompanha a trajetória de apenas uma personagem. Em comparação ao Romance, se utiliza de menos recursos narrativos e em comparação ao Conto tem maior extensão e uma quantidade maior de personagens.

Conto: É uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. É o relato de uma situação que pode acontecer na vida das personagens, porém não é comum que ocorra com todo mundo. Pode ter um caráter real ou fantástico da mesma forma que o tempo pode ser cronológico ou psicológico.

Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. A crônica também se utiliza da ironia e às vezes até do sarcasmo. Não necessariamente precisa se passar em um intervalo de tempo, quando o tempo é utilizado, é um tempo curto, de minutos ou horas normalmente. Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. Pode ser narrada tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular.
A palavra crônica deriva do Latim chronica que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos.

Fábula: É semelhante a um conto em sua extensão e estrutura narrativa. O diferencial se dá, principalmente, no objetivo do texto, que é o de dar algum ensinamento, uma moral. Outra diferença é que as personagens são animais, mas com características de comportamento e socialização semelhantes às dos seres humanos. É de caráter fantástico que busca ser inverossímil.

Histórias em quadrinhos: Não são somente as que palavras transmitem ideias ou comunicam um pensamento, as imagens também falam. As histórias em quadrinhos utilizam duas formas de comunicação: uma visual e outra verbal. O desenho e o colorido conseguem traduzir, juntamente com a escrita, o que o autor da história em quadrinho quer transmitir. As histórias em quadrinhos são definidas e conhecidas como narrativas realizadas através da sequência de imagens, desenhos ou figuras impressas, com falas dos personagens inseridas em espaços delimitados chamados de "balões", geralmente são publicadas em gibis.

Alguns elementos fundamentais na Construção de Histórias em Quadrinhos: 1. Argumento: a ideia da trama de forma resumida com início, meio e fim.
2. Escaleta: é a organização de todas as cenas seguindo uma ordem, bem como uma descrição ligeira.
3. Roteiro: cenas com cenários, diálogos, personagens, enredo, dramas e a finalização.

Apólogo: é semelhante à fábula e à parábola, mas pode se utilizar das mais diversas e alegóricas personagens: animadas ou inanimadas, reais ou fantásticas, humanas ou não. Da mesma forma que as outras duas, ilustra uma lição de sabedoria. Ex: A agulha e a linha.

Lenda: é uma história fictícia a respeito de personagens ou lugares reais, sendo assim a realidade dos fatos e a fantasia estão diretamente ligadas. A lenda é sustentada por meio da oralidade, torna-se conhecida e só depois é registrada através da escrita. O autor, portanto é o tempo, o povo e a cultura.

Ouça!

EDUCAR É CONTRUIR PONTES

Valor da união

Podemos vencer juntos as ameaças e desafios que se levantam contra nós e que dificilmente venceríamos se lutássemos individualmente.